TESOURO DIVINO

Oportuno meditar, de vez em vez, quanto aos valores do tempo, a fim de que não nos enganemos no apreço que se deve inelutavelmente ao aproveitamento das horas.
O ritmo do tempo é disposto de tal modo pela Sabedoria do Universo, que basta alguma reflexão superficial para entendermos o senso das oportunidades que surgem múltiplas e diferenciadas entre si, oferecendo-nos aquilo que podemos nomear como sendo o "momento da realização".
Nos processos da Natureza, tarefas existem que reclamam estação especial, a menos que se arrisque o homem a problemático tentame artificial.
A produção da primavera não é a mesma do outono.
Atividades do verão recusam climas de inverno.
Assim também, na experiência humana. Ha. construções espirituais para a infância, outras para a madureza.
Especificam-se obrigações para as pessoas casadas que diferem daquelas que se reservam aos solteiros e vice-versa.
Cada tempo é um tempo diverso do outro, embora se pareçam qual acontece com os dias supostamente iguais e que no fundo, são absolutamente diversos quanto à posição que lhes cabe no calendário.
A Doutrina Espírita despertando-nos para a acepção exata do tempo como sendo concessão do Senhor, empréstimo de recursos, caução de valores potenciais ou contrato entre nós e a vida para execução de serviços determinados, que reverterão invariavelmente a benefício de nós mesmos, ensinando-nos que é preciso aproveitar o "momento da realização" que a oportunidade exibe à nossa frente.Tempo é tesouro divino em nossas mãos, contudo somente vale se lhe damos valor.

Do livro "Sol nas Almas", pelo Espírito André Luiz, Francisco C. Xavier.
Categoria:Gotas de conhecimento

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